quinta-feira, 25 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Lenine & Julieta Venegas - Miedo
Medo... Acho que este é... Medo é o que nos dá um limite. Medo é algo que realmente nos limita, nos castra. Medo é algo paradoxal, pois é bom e é ruim! Tudo depende do contexto. Ele pode ser bom como pode ser ruim, muito ruim! Devemos saber lidar com nossos medos. Acredito que no ato de criar algo, de ir além do seus limites, dos conceitos de estética e produção, o medo é uma ferramenta que tem que ser bem empregada. Não devemos ter medo, mas devemos ter ética. Não devemos ter medo, mas devemos ter sabedoria. Nos conhecer, saber dos nossos limites e saber a hora de enfrentar os medos para criar, experimentar uma técnica, um método, um pensamento diferente pode ser o ponto, o sal, o tempero, o fim ou o começo de algo.
uhhu
uhhu
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Michel Melamed e seus recortes...

Quando vim para o Rio (em 2006) procurar um lugar para ficar, me deparei com este ser (na tv educativa rj). Foi paxão! Lindo, inteligente, criativo!
Michel Melamed como André Newmann na nova série da Globo "Afinal, o que querem as mulheres?
Como mulher respondo: Tudo, quero tudo da forma mais contraditória e paradoxal possível! Bem... o impossível também!
rsrsrsr
Michel Melamed como André Newmann na nova série da Globo "Afinal, o que querem as mulheres?
Como mulher respondo: Tudo, quero tudo da forma mais contraditória e paradoxal possível! Bem... o impossível também!
Inutilidades, miudezas, coisas sem valor...
Sou apaixonada por Manoel de Barros. Sinto uma enorme felicidade quando leio suas palavras, suas memórias inventadas, suas frases... Nossa eu amo! Gosto do jeito torto, da criação e admiração pelo insignificante. A profundidade do nada. A perfeição dos descartados.
Alguns pedaços...
"Estou na categoria de sofrer do moral porque só faço
coisas inúteis."
"Me procurei a vida inteira e não me achei — pelo que
fui salvo."
"Com pedaços de mim eu monto um ser atônito."
"O que eu gostaria de fazer é um livro sobre nada. Foi o que escreveu Flaubert a uma sua amiga em 1852. Li nas Cartas exemplares organizadas por Duda Machado. Ali se vê que o nada de Flaubert não seria o nada existencial, o nada metafísico. Ele queria o livro que não tem quase tema e se sustente só pelo estilo. Mas o nada de meu livro é nada mesmo. É coisa nenhuma por escrito: um alarme para o silêncio, um abridor de amanhecer, pessoa apropriada para pedras, o parafuso de veludo, etc, etc. O que eu queria era fazer brinquedos com as palavras. Fazer coisas desúteis. O nada mesmo. Tudo que use o abandono por dentro e por fora."
Manoel está presente nos meus trabalhos, especialmente sobre identidade.
Alguns pedaços...
"Estou na categoria de sofrer do moral porque só faço
coisas inúteis."
"Me procurei a vida inteira e não me achei — pelo que
fui salvo."
"Com pedaços de mim eu monto um ser atônito."
"O que eu gostaria de fazer é um livro sobre nada. Foi o que escreveu Flaubert a uma sua amiga em 1852. Li nas Cartas exemplares organizadas por Duda Machado. Ali se vê que o nada de Flaubert não seria o nada existencial, o nada metafísico. Ele queria o livro que não tem quase tema e se sustente só pelo estilo. Mas o nada de meu livro é nada mesmo. É coisa nenhuma por escrito: um alarme para o silêncio, um abridor de amanhecer, pessoa apropriada para pedras, o parafuso de veludo, etc, etc. O que eu queria era fazer brinquedos com as palavras. Fazer coisas desúteis. O nada mesmo. Tudo que use o abandono por dentro e por fora."
Manoel está presente nos meus trabalhos, especialmente sobre identidade.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Ócio criativo
Existem vários métodos, jeitos, momentos para a criação. Cada um tem o seu, ou vários. Estava/estou pensando nisso enquanto tento organizar o meu espaço. Vi alguns desenhos meus, percebi que fiz vários desenhos bacanas.
Estava me achando muito inerte estes dias. E o tempo é uma ferramenta precisa e preciosa. Acho que eu precisava deste tempo de inércia, para me sentir incomodada e voltar a criar, criar algo diferente, estava muito fechada em uma estética. E este ócio se mostrou produtivo, pois fui ver coisas diferentes, ler e pensar. Bom... Vou voltar para a minha "faxina".
Estava me achando muito inerte estes dias. E o tempo é uma ferramenta precisa e preciosa. Acho que eu precisava deste tempo de inércia, para me sentir incomodada e voltar a criar, criar algo diferente, estava muito fechada em uma estética. E este ócio se mostrou produtivo, pois fui ver coisas diferentes, ler e pensar. Bom... Vou voltar para a minha "faxina".
sábado, 6 de novembro de 2010
Tempo
No meu projeto de conclusão de curso em Design de Joias, falei sobre tempo. Na minha conclusão coloquei a minha impressão sobre esta sensação limite. Neste último ano percebi que o "tempo" como limite, um limite que ainda não sei lidar no meu trabalho. Na verdade é algo que me incomoda, algo que me trava. Na minha vida, eu percebo o tempo como "transformação", assim como o dia vai passando por transformações, o percurso do Sol, as mudanças na luz, as cores, as sombras, nas coisas e nos seres. É lindo. Gosto dos meus fios brancos. Me desespero com a flacidez. Ontem fiquei tão feliz quando meu querido me mostrou seus primeiros fios brancos em seu bigode, estamos juntos antes de completar nossos vinte anos e agora estamos perto dos trinta.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Estou gostando desta QUINTA!
Acabei de escrever um e-mail para uma pessoa muito querida, contando sobre Burle Marx e o que ele me inspirou... para criar uma joia. Foi bom. Queria poder voltar naquela época distante do desenhar sentimentos, notícias, sensações, contos do cotidiano com lápis ou caneta, papel, envelope e selo... E depois esperar a resposta, em papel com desenhos de palavras dentro de um envelope decorado por um selo.
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